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Fernando Mello é entrevistado por Maurício Braz no programa Bom Negócio da Gazeta News

Nesta entrevista, Fernando Mello, Managing Partner da IMG Capital, fala sobre sobre como planejar bem os investimentos e negócios nos Estados Unidos desde o início. Saber separar e alinhar os planos empresariais e pessoais para aumentar as chances de sucesso. Saber decidir entre abrir um novo negócio ou comprar um negócio existente. Quais as diferenças entre empreender nos EUA e no Brasil? Para quem planejar investir e empreender nos Estados Unidos, vale a pena assistir:

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Por que o interesse no visto E-2 cresceu nos últimos anos

Com as recentes mudanças no valor mínimo de investimento para candidatos ao visto EB-5, que permite a residência permanente nos Estados Unidos, um dos vistos mais procurados passou a ser o E-2, uma alternativa disponível para quem é sócio ou investidor em um negócio no país[1] [2] , mesmo de pequeno porte.

O visto E-2 é baseado em protocolos que foram criados para melhorar a interação econômica e comercial entre os Estados Unidos e países que  mantenham acordos de desenvolvimento com os norte americanos. Para se qualificar para este visto, o candidato precisa ser fazer um investimento em uma empresa americana e ter cidadania de um dos cerca de 80 países que mantém um Tratado de Comércio e Navegação com os Estados Unidos. Entre eles os mais conhecidos e lembrados pelos brasileiros, em função da grande herança histórica e muitas vezes a ocorrência da dupla cidadania, são Itália, Espanha, Alemanha e Japão.

Mas na verdade quase todos os países da Europa têm tratado com os Estados Unidos, assim como boa parte da América Latina, incluindo Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia e Bolívia. Infelizmente para os brasileiros, Brasil e Portugal não têm esses tratados com os EUA, embora neste último caso exista um projeto em tramitação no congresso americano já há algum tempo, que uma vez aprovado garantiria o acesso ao visto E-2 por brasileiros com dupla cidadania, portuguesa.  

Diferentemente do visto EB-5, que confere o Green Card, o E-2 não garante a residência permanente definitiva em solo americano, porém, permite que o investidor resida nos Estados Unidos enquanto o negócio se mantiver ativo, podendo ser mais de um. Mas, por que tem crescido a procura por essa autorização e quando pode ser interessante para um investidor brasileiro requerê-lo?

A obtenção deste visto, além de permitir o ingresso e a permanência de estrangeiros de forma legal nos Estados Unidos, o que geralmente se conhece por “imigração por negócios”, também facilitar a realização de negócios na maior economia do mundo.

Para propósitos do visto E-2, o empreendedor poderá entrar e permanecer nos Estados Unidos com a finalidade de desenvolver e direcionar seus investimentos na empresa, o que caracteriza a prática com foco no desenvolvimento de negócios. A condição de para isto é estabelecida mostrando pelo menos 50% de propriedade da empresa, ou posse de controle operacional.

O requerente do visto E-2 pode ser o dono da empresa ou um de seus empregados com participação nos negócios. Neste caso, o empregado deve possuir um cargo de executivo ou supervisor ou possuir habilidades que específicas e essenciais para a operação da empresa.

Quando falamos sobre o investimento para a obtenção do visto não há nenhuma parte da legislação que especifique o valor mínimo, mas sim que ele deve ser relevante e proporcional à natureza e porte do negócio em questão. Além disso, as decisões sobre os pedidos de visto E-2 dependem das circunstâncias de cada caso. Porém na prática, e em se observando o padrão de aprovações e negações ao longo do tempo, pode-se dizer que um valor de investimento abaixo de 100.000 tem altas chances de não ser aprovado. Outra ressalva é que a empresa a ser investida precisa ser um empreendimento comercialmente ativo, que venda produtos ou serviços, e que gere lucro, ou pelo menos tenha um plano de negócios que demonstre a perspectiva de fazê-lo.

Abaixo listamos algumas orientações sobre o investimento a ser considerado para a obtenção do visto E-2:

  • o investimento a ser realizado deve ser substancial em relação ao custo de compra de uma empresa já estabelecida ou em relação ao estabelecimento de uma nova empresa;
  • o investimento deve ser suficiente para assegurar o compromisso financeiro do investidor para o sucesso operacional da empresa;
  • possuir magnitude para suportar a probabilidade de o investidor desenvolver e dirigir a empresa com sucesso. Quanto menor o custo da empresa, maior, proporcionalmente, o investimento deve ser para ser considerado substancial.

Os regulamentos para o visto E-2 requerem que os fundos sejam “irrevogavelmente comprometidos” com o investimento antes do visto ser emitido. Por isso, o investimento não pode ser marginal. Mas afinal, o que é um investimento marginal?

É aquele que não tem a capacidade atual ou futura de gerar renda mais do que suficiente para proporcionar uma condição de vida minimamente confortável para o investidor do tratado e sua família no país, sem depender de renda complementar vinda do exterior. 

Esta exigência pode ser atendida ao demonstrar que seus fundos já se apresentam em risco. Ou seja, que há um compromisso formal com o negócio e o país, de forma que uma vez aprovado o visto, não possa ser revertido. Dessa forma, o requerente tem de investir ou se comprometer a investir em um negócio nos EUA antes de iniciar o processo de solicitação do visto E-2, seja por meio da aquisição de um negócio existente, ou pela criação de um novo negócio, pelo menos ao ponto de estar pronto para iniciar as operações, com contratos de aluguel e outras despesas já estabelecidas.

Não são permitidos investimentos passivos, como ações e receita de aluguéis, e nem especulativo, onde o negócio está apenas no papel. Para dar entrada no visto é preciso que os recursos financeiros já estejam à disposição da empresa, ou que isso dependa apenas da aprovação do visto, para iniciar ou manter as operações já em curso.

É importante ressaltar que o investidor deve demonstrar que tem a habilidade para desempenhar uma boa administração de seu negócio. Por esta razão, histórico profissional, acadêmico, treinamentos entre outros fatores são relevantes na hora de se avaliar o potencial de sucesso do negócio. 

Abaixo listamos algumas perguntas mais frequentes sobre esse processo:

1)      Quanto tempo dura o processo?

Aplicação fora dos EUA: se o requerente estiver fora dos Estados Unidos, ele deverá aplicar para o visto diretamente no Consulado Americano. Solicitações de visto de investidor no Brasil podem ser realizadas nos Consulados em São Paulo e Rio de Janeiro. O tempo de processamento de um visto E-2 varia de acordo com o Consulado entre dois a quatro meses. No entanto, o requerente tem a opção de pagar uma taxa de processamento premium de US$1.440 para que o pedido seja julgado dentro de quinze dias. Após a conclusão de uma análise inicial, o Consulado marcará uma entrevista com o candidato. Se o visto E-2 for aprovado, poderá levar até uma semana para que o visto seja emitido e afixado no passporte.

Aplicação dentro dos EUA: Os pedidos de visto E-2 podem ser apresentados diretamente no USCIS. Neste caso, o processo pode levar de cinco a oito meses. É importante observar que a aplicação dentro dos EUA não resultará automaticamente na emissão do visto E-2, mas apenas na mudança de status para E-2. Quando deixar os Estados Unidos, o investidor ainda deverá passar por entrevista no Consulado Americano, para que o visto E-2 seja emitido e afixado em seu passaporte, e possa retornar ao país.

2)  Quanto tempo dura o visto E-2?

Isso depende do país de cidadania, mas geralmente, o visto E-2 é concedido por um período de 5 anos (2 anos para alterações e extensões de status nos Estados Unidos). Não há limites para o número de renovações que um titular de visto E-2 pode obter, desde que o negócio esteja ativo e atenda aos requisitos do departamento de imigração, inclusive gere lucros “não marginais”. O investidor deve ter a intenção de partir dos Estados Unidos após a conclusão das atividades comerciais. O visto E-2 não cria um caminho automático para a residência permanente nos EUA (ao contrário dos vistos americanos das categorias H-1B, L-1 e EB-5). Mas também não impede que nenhuma dessas e outras alternativas. Por isso é visto como uma ótima opção de chegada e integração ao país, pela via dos negócios, investimentos e atividade econômica. 

3)  Quais os benefícios para a família do investidor?

Além de autorizar o seu portador a viver legalmente nos EUA, o cônjuge de um titular de visto E-2 pode obter o mesmo tipo de visto nos EUA, e até permissão para trabalhar em qualquer outra empresa americana. Os filhos solteiros com menos de 21 anos também podem receber o mesmo tipo de visto americano que os pais, mas não poderão trabalhar, embora tenham a oportunidade de se matricular na escola regular. Não é necessário que eles tenham a mesma nacionalidade do solicitante principal.

4) Como é o processo do visto E-2 para brasileiros?

O Brasil atualmente não faz parte do Tratado de Comércio, no entanto, brasileiros que têm outra nacionalidade e que têm a possibilidade fazer um investimento substancial em um novo negócio ou em um negócio existente, podem se qualificar para o visto E-2. Dessa forma, o E-2 é o visto ideal para o brasileiro que possua uma segunda cidadania, cujo país mantém um Tratado de Comércio e Navegação com os Estados Unidos e que deseja morar nos Estados Unidos e dirigir seu próprio investimento. ​Neste link você encontra a lista de todos os países que atualmente mantém tratados dessa natureza com os EUA.

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Chegou a hora de expandir? Saiba como funciona o processo de internacionalização para os Estados Unidos

Processo de Internacionalização para os EUA

Muitas empresas desenvolvem seus negócios e sonham com a expansão para outros países. Atualmente pelo menos 20 mil brasileiros estão empreendendo fora do Brasil segundo o Ministério das Relações Exteriores. Destes, cerca de nove mil (ou 45%) estão nos Estados Unidos, um dos mercados que mais atraem empreendedores em todo mundo.

Mas, as regras de atuação em um país podem ser muito diferentes de outro. O mercado norte americano, por exemplo, tem suas peculiaridades e entender isso é fundamental para o sucesso do negócio também no novo destino. Mas o que é e como funciona, de fato, o processo de internacionalização de uma empresa?

Em linhas gerais, a internacionalização se resume ao processo de integração de um determinado negócio em territórios estrangeiros. É uma prática que permite obter e garantir uma vantagem competitiva frente aos concorrentes, além de ser uma alternativa para os empreendimentos em momentos de instabilidade econômica.

Mas apesar de parecer uma iniciativa relativamente simples deve ser ponderada dentro de inúmeras variáveis para que seja bem sucedida. Uma delas é que se faça um estudo de mercado específico para o segmento em que a empresa está inserida, bem como uma avaliação criteriosa sobre a aceitação do seu público-alvo com o seu produto ou serviço, já que os hábitos de consumo são muito pautados pela cultura local. Além da necessidade de entender o nível e as práticas de concorrência do setor ou produto nesta região.

Essa iniciativa servirá para que se compreenda se é viável ou não investir no mercado internacional e se há, de fato, espaço e oportunidades para que sua empresa se desenvolva em terras estrangeiras. Além disso, uma vez que você tenha uma visão macro, já conseguirá ponderar se o investimento terá ou não chances de retorno. Ou até mesmo se o retorno será o esperado versus o investimento que ele vai necessitar.

É um trabalho minucioso, que requer conhecimento e foco nos detalhes, e se estabelecer no mercado americano vai muito além do que chamamos de “American Dream”. Optar ou não por esse caminho é uma decisão que deve ser feita de maneira inteligente e com os pés no chão.

Conheça abaixo alguns aspectos que devem ser ponderados no momento de internacionalizar a sua empresa:

1) Por que pensar na internacionalização?

Existe uma série de vantagens e benefícios para empresas que iniciam atividades em outros países.

Todo o processo precisa ser muito bem ponderado e contar com parâmetros que norteiam a execução do projeto, mas, de forma geral, as oportunidades de negócio podem garantir grande vantagem em uma economia cada vez mais competitiva.

Algumas das principais vantagens da internacionalização de empresas são:

Ganho de novos mercados: um dos incentivos para o início da exploração de outras regiões geográficas é a oportunidade de acessar mercados consumidores ainda não explorados. Essa ação pode incluir adquirir consumidores do mesmo perfil daqueles do seu país de origem ou mesmo a exploração de verticais ainda não testadas. Existe ainda a possibilidade de ajustar zonas de sazonalidade entre os mercados em que a empresa atua.

Acúmulo de experiências de mercado: atuar em novos mercados de outros países nem sempre é uma tarefa fácil. Como resultado, é bem provável que ao longo dessa caminhada sua empresa consiga concentrar uma bagagem de experiência que poderá fazer toda a diferença em termos estratégicos para a organização.

Criação de uma marca global: para competir em mercados internacionais, há uma série de exigências impostas tanto por instituições dos países de origem e destino como pelos próprios clientes do seu novo mercado. Ao internacionalizar sua empresa, é inerente que seja também melhorado o nível de qualidade e valor agregado aos seus clientes.

Mitigação de riscos: ao iniciar uma operação em outros países, os riscos operacionais e de mercado poderão ser diluídos, ou balanceados, se administrados estrategicamente. Os riscos relacionados ao ambiente local de cada país ou mercado podem ser muito distintos, e afetar de forma diferente a demanda por seus produtos e serviços. A menor dependência em relação ao mercado local pode vir a garantir a sobrevivência do negócio em momentos de crise. 

2) Como fazer a internacionalização de empresa?

O passo inicial para planejar a internacionalização é estudar e garantir que o novo mercado de atuação tenha espaço para o seu produto ou serviço. Isso inclui pesquisas, prova de mercado, validação de protótipos (em caso de lançamento de produtos) e avaliação de aceitação.

Esse passo inicial pode ajudar sua empresa a economizar energia e investimento em caso de mercados improdutivos, por exemplo, por excesso de concorrência, barreiras culturais, alto custo de adaptação, etc.

3) Enquadre a empresa e seus produtos/serviços nos requisitos técnicos e legislação

Além de atuar com eficácia no novo mercado é essencial que você garanta o cumprimento das exigências e requisitos. Por isso, conhecer a legislação do país, as certificações necessárias e os tributos específicos facilita a tomada de decisão, traz uma visão clara para o business plan e evita transtornos legais e burocráticos, além de surpresas e custos que podem vir a comprometer o sucesso do projeto. Os Estados Unidos são um mercado de grande potencial para negócios, mas que possui exigências legais específicas, muitas vezes por estado ou até por condado e cidade. Antes de decidir por levar seu negócio para este mercado, converse com um consultor especializado que possa lhe trazer parâmetros claros para essa decisão.

4) Trace estratégias de comercialização

Antes da operação da internacionalização começar é essencial que a empresa tenha todos os planos de ação já traçados para a comercialização, com o objetivo de assegurar a sua viabilidade no mercado. Sem vendas, não há chances de sucesso. Essa deve ser a prioridade número um do projeto.

É importante que o plano de internacionalização cumpra com um planejamento detalhado das estratégias que serão utilizadas no novo mercado de atuação.

5) Comprar uma empresa existente para entrar nos EUA faz sentido?

Os Estados Unidos têm sido um dos principais destinos de empreendedores brasileiros e não é para menos: há muito mercado a ser explorado por lá. Na verdade, adquirir um negócio local já inserido no mercado-alvo pode ser uma estratégia eficaz de internacionalização para sua empresa. Afinal, você contaria com bases já estruturadas e com o expertise de equipes locais, além de carteiras de clientes e, em alguns casos, marcas já estabelecidas.

Mas, como toda estratégia, alguns cuidados são indispensáveis. Não importa se a empresa adquirida é pequena ou grande, o fato de assumi-la não significa que seja possível impor uma nova cultura organizacional facilmente, ou mesmo que seja desejável. Parte do que se adquire nesta estratégia é exatamente o know-how sobre como fazer negócios e operar no novo mercado. O correto aculturamento da empresa internacionalizada é fundamental para o sucesso. Em outras palavras, é preciso “nacionalizar” a empresa/negócio de acordo com a cultura e as práticas do novo mercado.  

6) Minha empresa fornece serviços. Como moldar o processo de internacionalização?

A primeira dica é que você entenda as diferenças culturais de cada mercado e segmento. Esse mapeamento é crucial. Outra questão a ser analisada é o tipo de produto ou serviço que será oferecido. A não ser que seja um serviço inovador, na maioria dos casos a melhor estratégia de entrada é através de fusões e/ou aquisições.

Outras dicas que parecem óbvias mas que fazem a diferença:

  • Criar e hospedar um website em um domínio local – e na língua nativa, claro;
  • Contratar profissionais especializados para conferir a tradução dos sites, para desenvolver o marketing e o branding locais, além de criar eventos e campanhas;
  • Contratar profissionais que forneçam suporte no entendimento e feedback sobre o que querem ou não os consumidores locais;
  • Rapidamente garantir todo o suporte aos clientes via telefone, chat ou e-mail, sempre na língua nativa;
  • Conhecer, ouvir e respeitar o consumidor local.

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Visto EB-5: o que muda para investidores estrangeiros nos EUA

Visto-EB5

Com o objetivo de atrair investimentos, o governo americano criou o visto EB-5 nos anos de 1990, que ao contrário da maioria dos demais vistos concedidos pelos Estados Unidos, permite aos portadores obter o Green Card, certificado de residência permanente nos Estados Unidos. O conceito do visto se baseia na origem da cultura capitalista norte-americana de comprometer recursos de longo prazo com a intenção de geração de riqueza no país.

A intenção deste programa não é só atrair investidores ao país, mas sim, gerar mais empregos, beneficiando os trabalhadores locais. Além disso, impulsiona a economia dos EUA e ajuda as comunidades do entorno.

Nos últimos anos, os investidores brasileiros foram um dos que mais foram atraídos pela oportunidade de entrar no mercado americano. Em 2019, o Brasil ocupou a 6ª posição entre países de todo o mundo com maior número de participantes de programa EB-5. Atualmente, o país lidera o ranking da América Latina de pedidos e emissão do visto.

Porém, mudanças implementadas em novembro do ano passado, pelo USCIS (U.S. Citizenship and Immigration Services), o serviço de imigração americano, fizeram com que potenciais investidores e candidatos ao Visto EB-5 de todo o mundo parassem para repensar ou mesmo desistir do processo, porque antes desta data o investimento mínimo para participar do programa era de US$ 500 mil, e a partir passou a ser de US$ 900 mil. 

Além disso, o governo americano restringiu bastante as regiões do país em que se pode obter o Visto EB-5 através do investimento mínimo de US$ 900 mil, conhecidas como Targeted Employment Areas (TEA). Nas demais regiões do país o valor mínimo a ser investido passou a US$1.800.000 dólares. 

Ainda como parte destas mudanças, foi decidido que esses valores de investimento mínimo serão ajustados para acompanhar a inflação a cada cinco anos. Assim, a estratégia de investimentos no mercado americano com o propósito de imigração precisa ser pensada com mais acuidade.

Outra regra para os possíveis solicitantes é que esse investimento precisa gerar pelo menos 10 empregos americanos durante um período mínimo de dois anos e, ainda, que os recursos aportados tenham origem lícita comprovada.

Para participar do programa e requerer o visto, existe uma série de regras e orientações a serem seguidas.  Entenda as principais dúvidas com relação ao visto EB-5:

1) QUAL É O PERFIL DE UM CANDIDATO AO PROGRAMA EB-5?

Os participantes do Programa EB-5 são definidos como “investidores” porque atendem ao requisito de comprometer recursos de longo prazo com a intenção de geração de riqueza.

Não se exige que o investidor tenha nenhuma experiência em negócios ou formação mínima. E a grande maioria dos participantes do programa não tem. O Visto EB-5 pode ser obtido por qualquer pessoa, independentemente da sua profissão, formação, experiência, idade, conhecimento de investimentos etc.

É necessário que tenha o patrimônio líquido e o capital exigidos. Desejável também que tenha experiência em investimentos e a capacidade de entender os documentos relacionados ao Programa EB-5.

2) QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O VISTO EB-5 E O GREEN CARD?

O Visto EB-5, assim como qualquer outro visto norte-americano, é apenas o documento (normalmente um selo especial afixado ao seu passaporte) que permite o acesso de um estrangeiro a um dos pontos de imigração dos Estados Unidos, para determinado propósito. No caso do Visto EB-5, o propósito é a imigração, ou seja, o estabelecimento de residência permanente no país, e, portanto, a emissão do Green Card para o seu portador e seus dependentes elegíveis.

Já o Green Card é o próprio certificado de residência permanente. O Visto EB-5 é o único visto obtido através de investimento nos EUA que dá direito à residência permanente, definitiva, ao seu portador e dependentes elegíveis, com a emissão automática do Green Card. Todos os demais são vistos temporários, que precisam ser renovados constantemente, enquanto o portador se mantiver nos EUA, através da comprovação de determinadas condições. Nenhum deles resulta diretamente no Green Card, não importando o tempo de permanência do portador nos EUA. Portadores destes vistos que desejam obter a residência permanente e o Green Card também podem requerer o Visto EB-5 por meio do processo de adequado de investimento.    

3) EXISTEM MAIS DE UMA FORMA DE INVESTIMENTO?

Existem duas formas de investimento: direto e indireto/passivo.

No modo de investimento indireto/passivo o investidor não precisa gerenciar e administrar a construção e/ou operação do empreendimento. Essas tarefas são atribuídas ao desenvolvedor do projeto, que geralmente o faz sob a supervisão de um  Centro Regional. Neste caso os empregos criados pelo período de dois anos podem ser computados considerando os empregos diretos, indiretos ou induzidos, ou seja, o impacto econômico do empreendimento de uma forma mais ampla. O investidor pode morar em qualquer área dentro do território americano, independentemente onde esteja sendo construído o novo empreendimento e o empreendimento pode envolver diversos investidores. O retorno do investimento em geral é projetado pelo  gestor do projeto e/ou do Centro Regional a partir de quinto ano, embora não possam haver garantias de nenhuma natureza, e condicionado ainda a uma série de requisitos tanto em relação à situação financeira do empreendimento quanto ao status do processo imigratório do investidor, que na prática têm prolongado este período para até mais de 10 anos.  

No investimento direto o investidor tem que abrir e constituir ele mesmo o novo negócio. Tem que gerenciar e administrar o empreendimento a fim de viabilizá-lo, devendo gerar pelo menos os dez empregos diretos exigidos pelo programa durante o período mínimo dois anos. No caso de dois sócios, por exemplo, cada um pleiteando o Visto EB-5, ambos deverão realizar o investimento mínimo e o empreendimento deverá gerar pelo menos 20 empregos americanos.  

Na forma de investimento direto, que normalmente é feita sem a participação de um Centro Regional, só os empregos diretos podem ser considerados. Não podem ser computados empregos indiretos ou induzidos. O investidor e família têm que morar próximos a onde o novo negócio for instalado, e em geral não existe uma questão explícita de retorno e retirada do investimento, uma vez que os recursos estão investidos em seu próprio negócio.

Nesses casos o investidor o próprio dono do negócio ou sócio majoritário. Ele deverá manter ativo o empreendimento durante sua aplicação e poderá negociá-lo depois de atendidos todos os requisitos imigratórios, caso opte por outro tipo de atividade, sendo que, o valor da transação vai depender do sucesso alcançado pelo empreendimento.

O Green Card, uma vez obtido, permite ao investidor e seus familiares empregar-se em qualquer empresa ou atividade lícita nos Estados Unidos.

4) QUAL MODELO DE INVESTIMENTO É MELHOR?

A definição do modelo de negócio e investimento, especialmente nos Estados Unidos, depende de uma série de fatores, mas especialmente, conhecimento de mercado, capacidade de investimento, objetivo esperado, disponibilidade para correr riscos, etc.

Um trabalho sério de consultoria poderá auxiliar nesta avaliação. Há diversas possibilidades de investimento no mercado americano via EB-5.

Importante avaliar que o investimento individual envolve maiores riscos, porém, também retornos proporcionais. Ao investir seu dinheiro como parte de um portfolio de outros negócios, o risco assumido tende a ser menor, e em geral os retornos projetados também tendem a ser mais baixos.

5) PROJETOS IMOBILIÁRIOS SÃO MAIS VANTAJOSOS?

Investir em projetos imobiliários traz algumas vantagens:

. o mercado residencial americano é um dos motores da economia americana, responsável por algo entre 15% a 18% da geração de renda no país;

. o setor de construção requer investimentos significativos e muitos empregos, de forma muito previsível, o que normalmente gera uma boa avaliação pelo USCIS;

. outra vantagem é que os empregos obrigatórios, normalmente, são gerados já na fase de projetos em construção (quando é o caso), o que já resolve boa parte das obrigações legais de imigração para geração de pelo menos 10 empregos, por pelo menos dois anos, por investidor.

6) MEU CÔNJUGE E MEUS FILHOS PODEM TRABALHAR LEGALMENTE? PODEM TRABALHAR SOMENTE NA EMPRESA ONDE ESTOU INVESTINDO OU EM QUALQUER OUTRA?

A partir do momento em que vocês recebem seu Green Card, todos estarão legalmente habilitados a trabalhar em qualquer empresa e em qualquer atividade lícita nos Estados Unidos. Além disso, no caso do Visto EB-5 obtido por meio de investimento indireto/passivo em um Centro Regional, o investidor está livre de se envolver diretamente na gestão da empresa em que o investimento for feito.

7) O QUE SIGNIFICA O REQUISITO DE QUE OS RECURSOS DO INVESTIDOR DEVEM TER SIDO GANHOS LEGALMENTE?

De acordo com as regulamentações do USCIS, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos, o investidor deve demonstrar que os seus recursos foram ganhos de maneira legal, por meio de negócios lícitos como: salários, investimentos, venda de propriedades, herança, presentes, empréstimos, doações ou outros meios legais.

A exigência legal para participação no Programa EB-5 determina que quaisquer impostos de transmissão aplicáveis aos envolvidos no investimento sejam pagos. Deve ser demonstrado que os recursos não serão simplesmente devolvidos (no caso de uma doação de parente, por exemplo) depois que o status de residente permanente for concedido.

8) TENHO DE FORNECER INFORMAÇÕES SOBRE TODO O MEU PATRIMÔNIO E FONTES DE RENDA?

Não. Apenas o necessário para demonstrar sem dúvida que os recursos a serem investidos têm origem legítima e estão disponíveis.

9) POSSO COMPRAR CASA, CARRO, ABRIR CONTA BANCÁRIA, ETC, ANTES DE OBTER O VISTO EB-5 OU ISTO PODE PREJUDICAR O PROCESSO?

Você pode fazer tudo o que seu visto atual e situação de estrangeiro não residente lhe permitirem, sem prejuízo do seu processo de requerimento do Visto EB-5. Estrangeiros podem possuir imóveis, carros, empresas e outros ativos e manter contas bancárias nos Estados Unidos, sem serem residentes permanentes. Mas não podem trabalhar, por exemplo, sem as devidas autorizações e vistos.

10) QUANTO TEMPO DEMORA PARA SE OBTER O VISTO EB-5?

O tempo total depende de duas etapas. A primeira é o processamento da petição I-526 pelo USCIS – Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos. Neste momento, em Julho de 2020, o prazo médio do processo está entre 46 e 74 meses.

Há uma grande variação em relação ao mínimo e ao máximo, em função de vários fatores como o volume de demanda e a capacidade de processamento do Serviço, a situação do centro de processamento ao qual a petição é direcionada, entre outros.

A qualidade da petição e do projeto investido, sem necessidade de questionamentos pelo USCIS, também contribuem em muito para reduzir o prazo.  Quando a petição é aprovada, um número de Visto EB-5 é reservado.

A segunda etapa depende de se você já está ou não nos EUA quando sua petição é aprovada. No primeiro caso, o processo se chama Ajuste de Status e pode levar vários meses também. No segundo caso, o processamento se dará no consulado do seu país de origem, em um prazo bem mais curto.

Com a pandemia provocada pela Covid-19 e a paralisação dos serviços dos consulados americanos, os prazos para a concessão dos vistos aumentaram muito.

Algo relevante para se ter em mente é que antes de entrar com o pedido de visto no programa EB-5 o investidor deve reunir todas as documentações necessárias exigidas pela legislação americana, seja por ter investido em algum negócio local de forma indireta/passiva ou criando seu próprio negócio.

É importante que durante todo esse processo ter o amparo de profissionais especializados e, especialmente, habilitado neste tipo de imigração. Contar com a assessoria de um advogado de imigração e um consultor de investimentos, especializados e experiente no Visto EB-5, é fundamental para obter êxito e maior segurança dos investimentos realizados.

As novas regras e valores mínimos de investimento do Visto EB-5 também têm levado muitos investidores e interessados em imigrar para os EUA a avaliarem outras formas de entrar no mercado americano, como a obtenção do Visto E-2, um outro tipo de imigração por investimento. Neste caso os valores e requisitos relacionados a empregos e gestão do negócio pelo investidor/empreendedor são bem diferentes, e bem mais flexíveis, permitindo que negócios de porte muito pequeno, até grandes, qualifiquem os investidores ao Visto E-2. Um tendência muito forte nesta área é a compra de negócios existentes, também desde pequenos a maiores portes, uma vez que para o Visto E-2 não é necessário que novos empregos sejam criados, mas apenas que o negócio tenha alguma necessidade de mão de obra além do próprio investidor/empreendedor.  

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Qual a melhor estratégia de entrada no mercado americano: abertura de um novo negócio ou compra de um negócio existente?

Estratégia de entrada no mercado americano

Por Fernando Mello – Co-founder e Managing Partner da IMG Capital

Ao longo dos anos como consultor de negócios e investimentos nos Estados Unidos sempre me deparei com clientes interessados em saber como criar uma nova empresa e iniciar um novo negócio no país, seja para expansão/internacionalização de sua atividade no Brasil, ou simplesmente uma nova iniciativa empresarial, muitas vezes ligada a planos pessoais de imigração.   

Raramente estas consultas são feitas sobre a melhor estratégia de entrada no mercado americano: se através da criação/abertura de um novo negócio, ou da compra de um negócio existente. Isso porque no Brasil a segunda alternativa implica em uma série de restrições e riscos, o que não ocorre nos Estados Unidos.

Este artigo curto se propõe a trazer algumas informações sobre a grande dinâmica e maturidade do mercado americano de compra e venda de empresas, em especial de portes pequeno e médio, incentivar uma reflexão sobre este tema. Embora não haja uma resposta única, é possível determinar alguns dos fatores críticos a serem considerados nesta decisão.

Cada perfil e situação particular de investidor, empreendedor ou empresário devem ser analisados com cuidado desde o início do planejamento, a fim de se evitar os recorrentes equívocos cometidos nos processos de internacionalização e entrada em novos mercados, em especial, quando se trata dos Estados  Unidos, país ao qual se associa uma visão distorcida de uma economia paradisíaca com sucesso garantido.

Para trazer uma visão mais realista deste mercado, é importante pontuar que até 2019 a economia americana registrava uma quantidade inacreditável de 6,5 milhões de novos negócios lançados todos os anos, sendo que em média apenas 50% deles sobrevivem após 3 anos, e não mais de 10% conseguem se manter vivos após 5 anos. Dentre as pequenas e médias empresas os percentuais de mortalidade nos primeiros anos são ainda mais altos.

As razões apontadas para isso são várias, mas em especial credita-se a:

– altíssima competitividade do mercado americano em praticamente todos os segmentos existentes e ainda a serem criados;
– falta de planejamento e capacidade financeira;
– deficiência gerencial e; principalmente,
– inexperiência.

Este último aspecto se manifesta e compromete o sucesso de novos negócios de várias formas: modelo de negócio inadequado, produto/serviço sem demanda, custos altos, processos ineficientes etc. Isso porque a maior parte dos empreendedores e investidores destes novos negócios simplesmente não domina aquilo que se propõe a fazer. E isso é um aspecto importante a ser considerado: não basta ter um bom sonho, é preciso saber colocá-lo em prática.

Nestes casos, uma boa alternativa para se contornar este desafio é investir em negócios que já se provaram. Um bom indicador é a prova do tempo, ou seja, empresas e negócios que já passaram por este processo de depuração e “seleção natural” tendem a se mostrar investimentos mais seguros, tendo adquirido experiência e “bagagem” muito valiosos para quem pretende participar do mercado americano.

Mesmo no caso de novos produtos ou serviços, a “compra” de participação no mercado por meio de uma empresa/negócio existente pode proporcionar grandes vantagens competitivas, e acelerar o “time-to-market”, que de outra forma poderia ser mais dispendioso, lento e arriscado. Neste caso, a melhor estratégia pode ser o caminho de menor resistência, e a melhor forma de capitalizar os erros cometidos pelos outros.

De acordo com o BizBuySell, o maior site de intermediação de compra e venda de pequenos e médios negócios nos EUA, apenas no ano de 2018 mais de 10 mil transações de compra e venda de empresas foram concluídas, com um valor médio de US$250.000 e uma expectativa de retorno do investimento em pouco mais de dois anos.

Ao contrário do que acontece no Brasil, nos Estados Unidos é possível evitar praticamente todo o risco de contingências fiscais, trabalhistas e de outras naturezas neste tipo de operação, o que as torna uma opção absolutamente possível e amplamente praticada.

Isso não quer dizer que esta seja uma receita única para todos os projetos empresariais ou pessoais de investimento e empreendimento nos Estados Unidos, mas sem dúvida deveria ser uma das principais alternativas a serem consideradas desde o início, já que é assim que boa parte dos próprios americanos pensam.

Análise e estudo da concorrência

Estes são apenas alguns dos aspectos e informações a serem considerados quando se planeja investir e/ou empreender nos Estados Unidos, seja para internacionalização ou imigração. É preciso refletir que a mesma dinâmica e pujança econômica que atrai investidores e empreendedores de todo o mundo para o país também afeta o mercado de compra e venda de empresas americanas, em especial de pequeno e médio portes.

E para os que priorizam uma visão de longo prazo para seu negócio, experiência e sobrevivência de uma empresa devem ser ponderadas como moedas de grande valor. Em qualquer caso, é fundamental que se pesquise antecipadamente o mercado em que se pretende operar.

Uma das melhores formas de se fazer isso é a partir do estudo da concorrência. Esta abordagem leva naturalmente à reflexão sobre as vantagens e desvantagens de se abrir um novo negócio ou comprar um já existente, se disponível, o que, em se tratando de Estados Unidos, é uma alternativa frequentemente válida e viável.

Existem diversas formas de se obter a informação sobre empresas e negócios à venda em todo o país, em praticamente todos os setores e de todos os portes e, inclusive, sobre transações já concluídas, o que permite tomar decisões bem informadas sobre a melhor estratégia de entrada no mercado.

A IMG Capital tem o expertise, a experiência e os profissionais qualificados nos Estados Unidos para ajudar seus clientes a conhecer e analisar as melhores alternativas disponíveis, e tomar decisões inteligentes para o sucesso de seus negócios.

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Economia americana dá sinais de recuperação

Economia americana dá sinais de recuperação

A cultura americana de liberalismo econômico, incentivo ao consumo e ao empreendedorismo, além de uma economia estável fazem dos Estados Unidos um destino muito procurado para investimento de capital, abertura de novos negócios ou internacionalização de empresas.

Mas, em tempos de crise provocada pela pandemia da Covid-19 é natural que empresários tenham dúvida se este é um bom momento para investir. E, apesar do impacto causado pela crise atual, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que causará uma redução de 8% na economia dos EUA, a economia americana mostra sinais de recuperação, muito em parte em resposta aos estímulos do governo.

O Congresso americano aprovou no final de março um plano de ajuda emergencial no valor de US$ 2 trilhões reduzir o impacto da crise nas empresas e trabalhadores mais vulneráveis dos Estados Unidos.

Em paralelo, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, anunciou uma série de medidas que também aumentam a disponibilidade de capital na economia, assim como as autoridades monetárias de países europeus.

Especialistas indicam que a melhora da economia já poderá ser observada ainda no segundo semestre de 2020. A queda no número de desempregos, por exemplo, registrada em maio, e uma recuperação nas vendas do varejo e nos gastos dos consumidores acenam favoravelmente para a retomada da economia no país. Mas, a melhora total da economia só é esperada para daqui a alguns anos.

Pelo menos, 2,7 milhões de empregos foram criados em maio, o que eleva o nível de confiança do consumidor. E, em junho, quase 5 milhões de postos de trabalho foram criados, o que eleva a confiança de consumidores e investidores.

Números positivos

Outros dados contribuíram para o otimismo do mercado americano. As folhas de pagamento não-agrícolas aumentaram 4,8 milhões em junho, muito melhor do que o aumento esperado de 2,9 milhões.

Além disso, a taxa de desemprego caiu para 11,1%, a estimativa prevista era de 12,4%. Já o número de demissões temporárias caiu 4,8 milhões em junho após uma queda de 2,7 milhões em maio.

Mas, nem tudo é só otimismo. O presidente do FED – Federal Reserve, Jerome Powell fez uma declaração recente de que é preciso olhar para o momento com cautela. “Uma recuperação total é improvável até que as pessoas sintam que é seguro retornar a múltiplas atividades”, alertou Powell. 

O posicionamento mais cauteloso de Powell acontece em um momento em que algumas regiões americanas ainda registram aumento do número de casos da doença, o que pode contribuir para novas ondas de Lockdown.   

Mercados mais afetados

Um estudo divulgado pelo CNBC (Oficialmente Consumer News and Business Channel), canal especializado em notícias de negócios, aponta que, para alguns setores, a crise deve impactar mais do que outros. Veja o que o estudo mostrou:

                . varejo físico de roupas – o varejo de roupas foi um dos mais afetados pela crise financeira provocada pelo novo corona vírus. E, apesar do segmento ter recuperado 202 mil empregos em junho, este número ainda é 40% abaixo do mesmo período de 2019. Especialistas consideram que novos hábitos de consumo estimulados pelo isolamento social, devem contribuir para que este setor tenha mais dificuldade para retomar o crescimento;

                . mineração – a indústria de mineração de carvão, que empregava cerca de 70 mil pessoas no final de 2014, perdeu 27% de sua força de trabalho até janeiro de 2020, antes das demissões no Covid-19. Nos primeiros seis meses deste ano, essa mesma indústria que já vinha apresentando declínio, perdeu outros 14% dos trabalhadores. Em maio, o setor tinha pouco menos de 44 mil trabalhadores.

                 . por outro lado, o segmento de lazer e hospitalidade, que somente em abril havia perdido 47% de toda a sua força de trabalho, conforme dados do Departamento do Trabalho americano, tem mostrado sinais de recuperação. Em fevereiro deste ano, bares e restaurantes empregavam 12,3 milhões de americanos; em abril esse número caiu para 6,2 milhões e, em junho, subiu para 9,2 milhões de empregos.

                . já o segmento de entregas também mostrou resiliência durante a crise. A demanda por comércio eletrônico em meio ao coronavírus estimulou o aumento do número de pessoas que trabalham no setor.  De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, em janeiro, esta indústria empregava 859 mil pessoas e, em junho, este número subiu 904 mil.

Previsão do PIB

Enquanto isso, os economistas avaliam as projeções para a economia americana. As previsões mais otimistas projetam um salto em V, ou seja, uma queda acentuada no segundo trimestre, seguida de um crescimento acentuado no terceiro trimestre.

A previsão mediana dos economistas pesquisados ​​no Analytics Rapid Update da CNBC / Moodys é de uma queda de 34% no segundo trimestre e de um ganho abaixo de V de 13,5% no terceiro trimestre. Para 2020, eles esperam um declínio de 5,6% no PIB.

Análise com critério

Se por um lado, a crise cria desafios para alguns setores, gera oportunidades em outros. Investir em um negócio no momento de crise pode ser especialmente estratégico para quem tem capital para investir. Por outro lado, conhecer os riscos do negócio e estudar o mercado é de extrema importância para que essas oportunidades se tornem efetivamente um negócio lucrativo em médio e longo prazo.

Por isso, é fundamental contar com uma consultoria especializada que possa auxiliar o investidor ou empresário a desenvolver negócios, identificar oportunidades e realizar investimentos de forma segura, assertiva e estruturada, e, especialmente, que conheça o mercado americano.

Conheça o time de consultores da IMG Capital e saiba como eles podem auxiliá-lo em seus projetos de investimento nos Estados Unidos.

Fontes: The Wall Street Journal e CNBC