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Economia americana dá sinais de recuperação

Economia americana dá sinais de recuperação

A cultura americana de liberalismo econômico, incentivo ao consumo e ao empreendedorismo, além de uma economia estável fazem dos Estados Unidos um destino muito procurado para investimento de capital, abertura de novos negócios ou internacionalização de empresas.

Mas, em tempos de crise provocada pela pandemia da Covid-19 é natural que empresários tenham dúvida se este é um bom momento para investir. E, apesar do impacto causado pela crise atual, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que causará uma redução de 8% na economia dos EUA, a economia americana mostra sinais de recuperação, muito em parte em resposta aos estímulos do governo.

O Congresso americano aprovou no final de março um plano de ajuda emergencial no valor de US$ 2 trilhões reduzir o impacto da crise nas empresas e trabalhadores mais vulneráveis dos Estados Unidos.

Em paralelo, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, anunciou uma série de medidas que também aumentam a disponibilidade de capital na economia, assim como as autoridades monetárias de países europeus.

Especialistas indicam que a melhora da economia já poderá ser observada ainda no segundo semestre de 2020. A queda no número de desempregos, por exemplo, registrada em maio, e uma recuperação nas vendas do varejo e nos gastos dos consumidores acenam favoravelmente para a retomada da economia no país. Mas, a melhora total da economia só é esperada para daqui a alguns anos.

Pelo menos, 2,7 milhões de empregos foram criados em maio, o que eleva o nível de confiança do consumidor. E, em junho, quase 5 milhões de postos de trabalho foram criados, o que eleva a confiança de consumidores e investidores.

Números positivos

Outros dados contribuíram para o otimismo do mercado americano. As folhas de pagamento não-agrícolas aumentaram 4,8 milhões em junho, muito melhor do que o aumento esperado de 2,9 milhões.

Além disso, a taxa de desemprego caiu para 11,1%, a estimativa prevista era de 12,4%. Já o número de demissões temporárias caiu 4,8 milhões em junho após uma queda de 2,7 milhões em maio.

Mas, nem tudo é só otimismo. O presidente do FED – Federal Reserve, Jerome Powell fez uma declaração recente de que é preciso olhar para o momento com cautela. “Uma recuperação total é improvável até que as pessoas sintam que é seguro retornar a múltiplas atividades”, alertou Powell. 

O posicionamento mais cauteloso de Powell acontece em um momento em que algumas regiões americanas ainda registram aumento do número de casos da doença, o que pode contribuir para novas ondas de Lockdown.   

Mercados mais afetados

Um estudo divulgado pelo CNBC (Oficialmente Consumer News and Business Channel), canal especializado em notícias de negócios, aponta que, para alguns setores, a crise deve impactar mais do que outros. Veja o que o estudo mostrou:

                . varejo físico de roupas – o varejo de roupas foi um dos mais afetados pela crise financeira provocada pelo novo corona vírus. E, apesar do segmento ter recuperado 202 mil empregos em junho, este número ainda é 40% abaixo do mesmo período de 2019. Especialistas consideram que novos hábitos de consumo estimulados pelo isolamento social, devem contribuir para que este setor tenha mais dificuldade para retomar o crescimento;

                . mineração – a indústria de mineração de carvão, que empregava cerca de 70 mil pessoas no final de 2014, perdeu 27% de sua força de trabalho até janeiro de 2020, antes das demissões no Covid-19. Nos primeiros seis meses deste ano, essa mesma indústria que já vinha apresentando declínio, perdeu outros 14% dos trabalhadores. Em maio, o setor tinha pouco menos de 44 mil trabalhadores.

                 . por outro lado, o segmento de lazer e hospitalidade, que somente em abril havia perdido 47% de toda a sua força de trabalho, conforme dados do Departamento do Trabalho americano, tem mostrado sinais de recuperação. Em fevereiro deste ano, bares e restaurantes empregavam 12,3 milhões de americanos; em abril esse número caiu para 6,2 milhões e, em junho, subiu para 9,2 milhões de empregos.

                . já o segmento de entregas também mostrou resiliência durante a crise. A demanda por comércio eletrônico em meio ao coronavírus estimulou o aumento do número de pessoas que trabalham no setor.  De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, em janeiro, esta indústria empregava 859 mil pessoas e, em junho, este número subiu 904 mil.

Previsão do PIB

Enquanto isso, os economistas avaliam as projeções para a economia americana. As previsões mais otimistas projetam um salto em V, ou seja, uma queda acentuada no segundo trimestre, seguida de um crescimento acentuado no terceiro trimestre.

A previsão mediana dos economistas pesquisados ​​no Analytics Rapid Update da CNBC / Moodys é de uma queda de 34% no segundo trimestre e de um ganho abaixo de V de 13,5% no terceiro trimestre. Para 2020, eles esperam um declínio de 5,6% no PIB.

Análise com critério

Se por um lado, a crise cria desafios para alguns setores, gera oportunidades em outros. Investir em um negócio no momento de crise pode ser especialmente estratégico para quem tem capital para investir. Por outro lado, conhecer os riscos do negócio e estudar o mercado é de extrema importância para que essas oportunidades se tornem efetivamente um negócio lucrativo em médio e longo prazo.

Por isso, é fundamental contar com uma consultoria especializada que possa auxiliar o investidor ou empresário a desenvolver negócios, identificar oportunidades e realizar investimentos de forma segura, assertiva e estruturada, e, especialmente, que conheça o mercado americano.

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Fontes: The Wall Street Journal e CNBC